quarta-feira, 22 de outubro de 2014

A Boa Nova por Humberto de Campos

Foto: Samuel Aguiar

Tive a honra de nesta terça-feira, representando a casa espírita da qual faço parte, o Centro Espírita Semente Cristã, realizar a palestra - A Boa Nova por Humberto de Campos - como parte da programação da XXV Semana Espírita Humberto de Campos.

O tema designado, despertou meu interesse além da narrativa do autor. Queria entender de que forma, teria Humberto de Campos, acessado esses "folclores do céu", conforme cita no texto inicial - Na Escola do Evangelho, do livro Boa Nova. E, foi no livro - Dramas da Obsessão, pelo espírito Bezerra de Menezes, psicografia de Yvonne A. Pereira, que encontrei os esclarecimentos necessários. Diz, Bezerra de Menezes:

"As poderosas sensibilidades etéricas, as ondas luminosas disseminadas pelo Universo, o fluido universal, enfim, sede da Criação, veículo da Vida, possui a grandiosa capacidade de fotografar e arquivar em suas indestrutíveis essências os acontecimentos desenrolados sob a luz do Sol, na Terra, ou pela vastidão do infinito. A História da Humanidade, portanto, estaria arquivada em imagens e sons pelo infinito a fora, e, como a da Humanidade, necessariamente a história de cada individualidade, particularmente. Rever, portanto, o que passou, rebuscando imagens e cenas fotográficas nas “ambiências etéricas”, não será, para um espírito trabalhador, tarefa muito rara...".

A partir dessa informação, passei a compreender melhor a narrativa de tantos fatos acontecidos na intimidade dos encontros entre Jesus e seus discípulos e da vivência de Maria de Nazaré, que não foram relatados pelos evangelistas.

Uma obra, sem dúvida nenhuma, imprescindível ao aprendiz do evangelho! 

Registros da atividade realizada.




segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Mediunidade institucional e caritativa


A mediunidade institucional é aquela praticada no ambiente de uma instituição espírita, na qual se busca, pela disciplina e pelo estudo, sua educação. O exercício da mediunidade num Centro Espírita significa, além de contributo para o desenvolvimento pessoal, uma das formas mais nobres de se praticar a caridade. A doação desinteressada em favor de outrem, utilizando-se dos recursos mediúnicos que se possui, proporciona o surgimento do sentimento de utilidade perante a Vida.

A mediunidade, entre aqueles que praticam o Espiritismo, é tratada como algo especial e seu exercício considerado como redenção para seu portador. Porém nem sempre é tratada como uma faculdade inerente ao humano e que pode ser utilizada de diversas maneiras na vida do indivíduo. Ela é tratada como um instrumento sagrado à semelhança de um objeto intocável e extremamente distanciado de algo natural. Por conta de um viés religioso e moralista, as recomendações para seu exercício são mais voltadas para os riscos e perigos do que para o equilíbrio e a felicidade de seu portador. Ela ainda não é explorada como instrumento natural para ser utilizado na vida cotidiana.

A mediunidade é uma faculdade adquirida pelo espírito em dado momento de sua evolução e seu desenvolvimento significa melhores possibilidades de crescimento espiritual. Esse desenvolvimento não se restringe à prática numa instituição, qualquer que seja. Sua utilização deve se ampliar às dimensões da vida humana, isto é, levá-la à dimensão social, familiar, profissional, educacional, intelectual, dentre outras.

A mediunidade utilizada com fins financeiros ou com o intuito de prejudicar pessoas em práticas religiosas ou não, não sofre alteração quanto à sua existência no indivíduo. Tais práticas, porém, interferem na evolução espiritual de quem assim age e geram vínculos de qualidade inferior. O uso da mediunidade, qualquer que seja a finalidade, embora contribua para seu desenvolvimento, poderá trazer consequências negativas à vida futura do médium, a depender de seus objetivos. Quando seu exercício se dá numa instituição espírita, que se pauta pelas obras de Allan Kardec, há uma garantia de que ela será para o bem do médium e sem prejuízo de sua evolução.

O desenvolvimento da mediunidade numa instituição, bem como seu exercício regular, oferece algumas garantias ao médium, se seguir os preceitos recomendados por Allan Kardec, em O Livro dos Médiuns. O médium não deve limitar seu uso à instituição, mas levá-lo às dimensões de sua vida, cuidando para não fazer dele instrumento de exercício profissional.

A mediunidade fora de uma instituição é útil na vida diária na medida que o médium buscar, pela sua intuição, estar em contato com os Bons Espíritos, procurando soluções criativas aos seus afazeres. Quando se considera o contato com o espiritual pela intuição como algo permanente, as possibilidades de captação de ideias criativas aumentam consideravelmente. Nas diversas atividades cotidianas, pode-se utilizar a ligação consciente com espíritos desencarnados, para o aprimoramento da própria maneira de ser, principalmente com aqueles que tenham inteligência, bondade e espiritualidade maior que a do encarnado.

A mediunidade numa instituição obedece a limites necessários à compreensão e autocrítica dos médiuns. Não é fácil conduzir- se com ela fora de seus muros, pois as possibilidades de desequilibrar-se por falta de orientação específica são maiores.

Livro - Psi Mediunidade
Adenáuer Novaes

terça-feira, 26 de agosto de 2014

29 de agosto aniversário de Bezerra de Menezes



Agosto é lembrado nas lides espíritas como o “mês de Bezerra de Menezes”, nascido aos 29/8/1831. Este vulto luminar legou-nos nobres exemplos de vida.

A FEB Editora publica várias obras de Bezerra, escritas como encarnado e desencarnado. Dispõe de uma obra que reúne mensagens de Bezerra, principalmente, as psicofonias de Divaldo Pereira Franco ocorridas durante o Conselho Federativo Nacional da FEB: Bezerra de Menezes, ontem e hoje. Há muitos livros sobre o vulto. Recentemente, Jorge Damas Martins lançou oportuno livro intitulado Bezerra de Menezes e Chico Xavier. O médico e o médium. Uma pesquisa de leitura agradável que destaca interessantes relações entre os dois vultos.

As mensagens espirituais de Bezerra se constituem em roteiro para o Movimento Espírita. Haja vista o texto “Unificação” (Psicografia de Francisco Cândido Xavier, em reunião da Comunhão Espírita Cristã, em 20-04-1963, em Uberaba). Esta mensagem foi estudada no livro Orientação aos órgãos de unificação1, grifando-se as palavras chaves das sentenças. No capítulo seguinte estas palavras chaves foram trabalhadas com a inserção de frases de apoio correlatas. Há trechos marcantes:

“O serviço da unificação e nossas fileiras é urgente mas não apressado. Uma afirmativa parece destruir a outra. Mas não é assim. É urgente porque define o objetivo a que devemos todos visar; mas não apressado, porquanto não nos compete violentar consciência alguma. [...] Nenhuma hostilidade recíproca, nenhum desapreço a quem quer que seja. Acontece, porém, que temos necessidade de preservar os fundamentos espíritas, honrá-los e sublimá-los, senão acabaremos estranhos uns aos outros, ou então cadaverizados em arregimentações que nos mutilarão os melhores anseios, convertendo-nos o movimento de libertação numa seita estanque, encarcerada em novas interpretações e teologias, que nos acomodariam nas conveniências do plano inferior e nos afastariam da Verdade.”

Essa publicação da FEB foi elaborada durante os 60 anos do “Pacto Áureo”, como fruto de elaboração coletiva do Conselho Federativo Nacional da FEB.

E já estamos atingindo os 65 anos do “Pacto Áureo”, no próximo dia 5 de outubro!1,2

Na mesma publicação citada há marcante colocação de Emmanuel (psicografia de Francisco Cândido Xavier, no dia 14/9/1948, em Pedro Leopoldo) que relaciona os momentos críticos que vivemos no cenário de nosso orbe e o papel que os espíritas podemos exercer com o potencial do “Consolador Prometido”:

“O mundo conturbado pede, efetivamente, ação transformadora. Conscientes, porém, de que se faz impraticável a redenção do Todo, sem o burilamento das partes, unamo-nos no mesmo roteiro de amor, trabalho, auxílio, educação, solidariedade, valor e sacrifício que caracterizou a atitude do Cristo em comunhão com os homens, servindo e esperando o futuro, em seu exemplo de abnegação, para que todos sejamos um, em sintonia sublime com os desígnios do Supremo Senhor.”1

No contexto dos 65 anos do “Pacto Áureo” as colocações de Bezerra e Emmanuel devem servir de reflexões para nossas ações e projetos no Movimento Espírita!

Referências:

1) http://www.febnet.org.br/wp-content/uploads/2012/06/Orientacao-aos-Orgaos-de-Unificacao-sem-corte-1.pdf

2) http://www.febnet.org.br/wp-content/uploads/2014/07/65-anos-do-Pacto-Áureo.pdf

Antonio Cesar Perri de Carvalho é presidente da Federação Espírita Brasileira.