quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Livres, mas responsáveis


Emmanuel

A quem nos pergunte se a criatura humana é livre, responderemos afirmativamente.

Acrescentemos, porém, que o homem é livre, mas responsável, e pode realizar o que deseje, mas estará ligado inevitavelmente ao fruto de suas próprias ações.

Para esclarecer o assunto, tanto quanto possível, examinemos, em resumo, alguns dos setores de sementeira e colheita ou, melhor, de livre-arbítrio e destino em que o espírito encarnado transita no mundo.

POSSE - O homem é livre para reter quaisquer posses que as legislações terrestres lhe facultem, de acordo com a sua diligência na ação ou seu direito transitório, e será considerado mordomo respeitável pelas forças superiores da vida se as utiliza a benefício de todos, mas, se abusa delas, criando a penúria dos semelhantes, de modo a favorecer os próprios excessos, encontrará nas consequências disso a fieira das provações com que aprenderá a acender em si mesmo a luz da abnegação.

NEGÓCIO - O homem é livre para efetuar as transações que lhe apraza e granjeará o título de benfeitor, se procura comerciar com real proveito de clientela que lhe é própria, mas, se arrasa a economia dos outros com o fim de auferir lucros desnecessários, com prejuízo evidente do próximo, encontrará nas consequências disso a fieira de provações com que aprenderá a acender em si mesmo a luz da retidão.

ESTUDO - O homem é livre para ler e escrever, ensinar ou estudar tudo o que quiser e conquistará a posição de sábio se mobiliza os recursos culturais em auxílio daqueles que lhe partilham a romagem terrestre; mas, se coloca os valores da inteligência em apoio do mal, deteriorando a existência dos companheiros da Humanidade com o objetivo de acentuar o próprio orgulho, encontrará nas consequências disso a fieira de provações com que aprenderá a acender em si mesmo a luz do discernimento.

TRABALHO - O homem é livre para abraçar as tarefas a que se afeiçoe e será honorificado por seareiro do progresso se contribui na construção da felicidade geral; mas se malversa o dom de empreender e agir, esposando atividades perturbadoras e infelizes para gratificar os seus interesses menos dignos, encontrará nas consequências disso a fieira de provações com que aprenderá a acender em si mesmo a luz do serviço aos semelhantes.

SEXO - O homem é livre para dar às suas energias e impulsos sexuais a direção que prefira e será estimado por veículo de bençãos quando os emprega na proteção sadia do lar, na formação da família, seja na paternidade ou na maternidade com o dever cumprido, ou, ainda, na sustentação das obras de arte e cultura, benemerência e elevação do espírito; mas, se para lisonjear os próprios sentidos transforma os recursos genésicos em dor e desequilíbrio, angústia ou desesperação para os semelhantes, pela injúria aos sentimentos alheios ou pela deslealdade e desrespeito nos compromissos e ajustes afetivos, depois de havê-los proposto ou aceitado, encontrará nas consequências disso a fieira de provações com que aprenderá a acender em si mesmo a luz do amor puro.

O homem é livre até mesmo para receber ou recusar a existência, mas recolherá invariavelmente os bens ou os males que decorram de sua atitude, perante as concessões da Bondade Divina.

Todos somos livres para desejar, escolher, fazer e obter, mas todos somos também constrangidos a entrar nos resultados de nossas próprias obras.

Cabe à Doutrina Espírita explicar que os princípios da Justiça Eterna, em todo o Universo, não funcionam simplesmente à base de paraísos e infernos, castigos e privilégios de ordem exterior, mas, acima de tudo, através do instituto da reencarnação, em nós, conosco, junto de nós e por nós.

Foi por isso que Jesus, compreendendo que não existe direito sem obrigação e nem equilíbrio sem consciência tranquila, nos afirmou claramente: "Conhecereis a verdade e a verdade vos fará livres.


Do livro - Encontro Marcado - Psicografia de Chico Xavier.

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Confraternização dos trabalhadores do Centro Espírita Semente Cristã


Na segunda-feira, 05 de janeiro do novo ano, foi realizada a confraternização dos trabalhadores do Centro Espírita Semente Cristã, na residência da companheira Francisca Maria Duarte, que acompanhada do esposo Messias, recebeu calorosamente, o grupo de amigos.


Entre comes e bebes, foram realizadas dinâmicas e amigo secreto, entre o grupo, assim como, muitos abraços, reflexões e agradecimentos pelo novo ano.




quarta-feira, 22 de outubro de 2014

A Boa Nova por Humberto de Campos

Foto: Samuel Aguiar

Tive a honra de nesta terça-feira, representando a casa espírita da qual faço parte, o Centro Espírita Semente Cristã, realizar a palestra - A Boa Nova por Humberto de Campos - como parte da programação da XXV Semana Espírita Humberto de Campos.

O tema designado, despertou meu interesse além da narrativa do autor. Queria entender de que forma, teria Humberto de Campos, acessado esses "folclores do céu", conforme cita no texto inicial - Na Escola do Evangelho, do livro Boa Nova. E, foi no livro - Dramas da Obsessão, pelo espírito Bezerra de Menezes, psicografia de Yvonne A. Pereira, que encontrei os esclarecimentos necessários. Diz, Bezerra de Menezes:

"As poderosas sensibilidades etéricas, as ondas luminosas disseminadas pelo Universo, o fluido universal, enfim, sede da Criação, veículo da Vida, possui a grandiosa capacidade de fotografar e arquivar em suas indestrutíveis essências os acontecimentos desenrolados sob a luz do Sol, na Terra, ou pela vastidão do infinito. A História da Humanidade, portanto, estaria arquivada em imagens e sons pelo infinito a fora, e, como a da Humanidade, necessariamente a história de cada individualidade, particularmente. Rever, portanto, o que passou, rebuscando imagens e cenas fotográficas nas “ambiências etéricas”, não será, para um espírito trabalhador, tarefa muito rara...".

A partir dessa informação, passei a compreender melhor a narrativa de tantos fatos acontecidos na intimidade dos encontros entre Jesus e seus discípulos e da vivência de Maria de Nazaré, que não foram relatados pelos evangelistas.

Uma obra, sem dúvida nenhuma, imprescindível ao aprendiz do evangelho! 

Registros da atividade realizada.